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segunda-feira, 2 de abril de 2012

A pornografia é uma questão de esquerda

http://arttemiarktos.wordpress.com/2011/05/15/a-pornografia-e-uma-questao-da-esquerda/
 **Clique no link e leia o texto inteiro!**

Gail Dines e Robert Jensen
Tradução Arttemia Arktos [vide link acima]

(...) Sempre pareceu-nos estranho que muitos da esquerda de forma consistente,  se recusam a se envolver em uma crítica sustentada e ponderada da pornografia. Tudo isso é particularmente desastroso num momento em que a esquerda está se debatendo para encontrar adesão por parte do público,  uma critica da pornografia baseada em uma análise feminista radical de esquerda que se contraponha aos direitistas moralistas, poderia ser parte de uma estratégia de organização eficaz.


Análise da mídia pela esquerda

Esquerdistas examinam a mídia como um local onde a classe dominante cria e impõe definições e explicações do mundo. Sabemos que notícias não são neutras. (...)

A crítica feminista da pornografia é consistente com – e, para muitos de nós, se origina de – uma análise amplamente aceita na esquerda, da ideologia hegemônica dos meios de comunicação, levando à observação de que a pornografia está para o patriarcado assim como os comerciais de tv para o capitalismo. No entanto, quando a pornografia é o tema, muitos na esquerda parecem esquecer-se da teoria de Gramsci da hegemonia e aceitar o argumento de auto-defesa do pornógrafo de que a pornografia é mera fantasia. (...)

Por que tantos na esquerda parecem assumir que pornógrafos operam num universo diferente do de outros capitalistas? Por que a pornografia seria a única forma de representação produzida e distribuída por empresas que não seria um veículo para legitimar a desigualdade? Por que os pornógrafos seriam os capitalistas rebeldes à procura de subverter o sistema hegemônico?

Por que os pornógrafos são, frequentemente, os únicos com livre acesso na esquerda?

Depois de anos enfrentando a hostilidade da esquerda em público e na imprensa, nós acreditamos que a resposta é óbvia: o desejo sexual pode restringir a capacidade das pessoas para a razão crítica – especialmente em homens no patriarcado, onde o sexo não é só prazer, mas sobre o poder.

Esquerdistas – especialmente os homens à esquerda – precisam superar a obsessão com escapismo.
Vamos analisar a pornografia não como sexo, mas como mídia. Onde é que se ligam?


A mídia corporativa

Críticas ao poder corporativo da mídia comercial são onipresentes na esquerda. (...)

No entanto, ao discutir a pornografia, esta análise voa para fora da janela.