domingo, 6 de maio de 2012

A liberdade sexual da mulher na pornografia mainstream

"Boas notícias, mãe!
Saí para exercer controle sobre meu corpo
num mundo de homens!"

 
Quadrinho de Signe Wilkinson publicado em:
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domingo, 29 de abril de 2012

Indústria pornográfica CENSURA pesquisadora

Publicado originalmente em:

 
A chocante suspensão da Dra. Price
Por GAIL DINES
Tradução de Flávio Moreira


À medida que as faculdades se tornam mais corporativas ouvimos cada vez mais histórias de acadêmicos sendo punidos por ter a audácia de falar contra a maleficência corporativa. Isso não só limita a liberdade de expressão dos acadêmicos, mas também serve para, através do medo, forçar os professores a aderir ao discurso hegemônico.

O exemplo mais recente é chocante. Jammie Price, professora titular da Appalachian State University, foi suspensa no mês passado por exibir o documentário “The Price of Pleasure: Pornography, Sexuality and Relationships” (O Preço do Prazer: Pornografia, Sexualidade e Relacionamentos). Distribuída pela Media Education Foundation, uma das mais respeitadas produtoras de documentários progressistas no país, o filme pretende ver como a pornografia tradicional (“mainstream”) não só tem se tornado mais violenta e misógina, mas verdadeiramente se deita na mesma cama das maiores instituições financeiras como empresas de cartão de crédito, investidores em capitais de risco, empresas a cabo e hotéis (que ganham mais dinheiro com pornografia do que com consumo de minibares).

Após mostrar o filme a 120 alunos, três deles, claro, queixaram-se à administração da universidade alegando que a Dra Price estava exibindo “material impróprio” na sala. Não foi permitido à Dra Price saber quem eram os estudantes ou conversar com eles, foi-lhe negada uma audiência e foi imediatamente suspensa e informada de que não poderia entrar nos gabinetes ou salas de aula nas dependências do prédio de Artes e Ciências. Caso quisesse obter “materiais, arquivos de computador, recolher correspondência...” teria que ser escoltada por um membro da faculdade.

Que interessante que uma universidade decida que uma análise acadêmica de uma das indústrias mais lucrativas do mundo seja “imprópria”. O que exatamente esperam que ensinemos? Talvez se Jammie Price lecionasse em uma escola de negócios e mostrasse um caso sobre como matar no pornô ela poderia ter se safado. Ou, talvez, por segurança, a Dra Price deveria ter convidado um pornógrafo para promover seus produtos. Em 2008 a imprensa pornográfica ficou alvoroçada com a grande notícia que Joanna Angel, proprietária do site pornô Burning Angel, havia sido convidada para falar a uma turma de alunos de sexualidade humana na Universidade de Indiana. Não houve tentativa, por parte do site de notícias pornô X Critic, de fingir que esse seria um evento educacional quando escreveram: “Ela irá mostrar aos alunos clipes de seus filmes, distribuir brinquedos eróticos e iluminá-los com uma visão positiva da pornografia”.

domingo, 8 de abril de 2012

A indústria da pornografia e sua influência sobre o desenvolvimento da sexualidade


É sério.

Mesmo que você, pessoalmente, não seja um "adepto/a", muitos homens (e talvez algumas mulheres) que conhece o são. E, cedo ou tarde, vai te afetar. Certamente afeta/afetará seu(s) filh@(s). 

Estamos falando aqui da indústria da pornografia após a "era da internet" (traduzirei um texto sobre este ponto específico).


Veja:
=>"Pesquisa falha por falta de homens que nunca viram filme pornô"
       (http://www.atenasonline.com.br/guia/filme-porno/)

=> História do criador do site "Anti Porn Men":
Matt McCormack Evans estava na biblioteca de sua universidade quando viu uma bibliotecária colocando livros nas prateleiras. A cena lhe pareceu sexy – e ele logo pensou que seria legal procurar algum material pornô com bibliotecárias, segundo contou ao jornal inglês The guardian. Evans, que tinha acesso livre à internet na universidade e frequentava sites de sexo explícito, percebeu que sua percepção da realidade estava mudando por conta da pornografia que consumia. A dele e a de seus colegas homens. E isso não era uma coisa boa. O momento da verdade veio quando Evans viu um cara apertar a bunda de uma mulher numa balada. Foi o estopim para a criação do site Anti Porn Men Project, manifesto e manual de instruções para quem acredita que o material com sexo explícito disponível na internet em geral é degradante para as mulheres e influencia o comportamento dos homens em relação a elas. “Quando eu via material pornô, eu pensava: ‘Isso é algo à parte da minha vida, não vai afetar a maneira como eu vejo o mundo’. Mas eu percebi que afetava sim”, conta Evans, de 22 anos." http://revistatrip.uol.com.br/print.php?cont_id=31915


E aí, vamos pensar nisso?

 **Clique no link e leia o texto inteiro!**
Autora: Ana Rita Dutra dos Santos

TUDO sobre putas sexo violento teens gostosas transando amadoras

"Aqui voce encontrará material sobre pornografia, fiz uma seleção especial para voce". 
Em primeiro lugar, eu sempre procuro recomendar que estas pessoas que consomem esse tipo de videos, imagens, que normalmente são cercados por um mito em torno da violencia, com simulações sobre estupro, pensem em suas mães, suas filhas, suas irmãs, mas como existe tanto depravado no mundo, isso nem deve adiantar, pensem em mulheres que foram referência maternal na sua vida, referencia de amizade, acolhida. Apesar de que alguns homens estão tão animalizados que esse tipo de questionamento nem consegue se formar mais. 

(...) Na avaliação da feminista e professora de sociologia e de gênero na Faculdade Wheelock, em Boston, é impossível ver as imagens pornográficas sem ser influenciado, "especialmente imagens com as quais você se masturba":
Os garotos veem pornografia pela primeira vez aos 11 anos, eles são introduzidos a esse mundo de brutalidade sexual e crueldade antes que sua sexualidade esteja plenamente desenvolvida.
A pornografia é popular, ela pode moldar a sexualidade e identidade sexual. Isso é muito problemático porque a maioria da pornografia que circula na internet envolve sexo com punição ao corpo, onde as mulheres são humilhadas e desumanizadas.

Feminismo e a blogsfera

Feminismo e a blogsfera

No link abaixo, você acessa uma bela reflexão sobre a reação à ascensão de mulheres e homens feministas na rede.



**Clique no link e leia o texto inteiro!**

 

Discussão sobre feminismo: a esquerda e suas divergências

Escrito por Cris
20/12/2010 às 18:16

A blogosfera – ou parte dela – está em crise. Discutindo o relacionamento. Não, não é o fim, é só um tempo, talvez.
(...)
Resumindo para quem ainda não está a par (quem já cansou de ler a respeito, pula esse parágrafo): o blog do Nassif publicou como post um comentário de um cidadão machista, que usava o termo “feminazi” para se referir às feministas, com o pretexto de que servia ao debate. Não acho que servia, acho que Nassif errou, mas prossigamos.
(...)
A seguir, alguns links que ajudam a compreender melhor a dimensão que a coisa tomou. Com alguns concordo mais, com outros menos. Não há nenhum tipo de ordenamento nesse sentido. A cada link, a ordem é o nome do post, nome do blog e autor do texto.

Nassif e a esquerda que a direita adora - Rodrigo Vianna
Elas mataram Orfeu – Gonzum – Miguel do Rosário
A busca incansável por um feminismo dócil, ou, não é de você que devemos falar – O Biscoito Fino e a Massa – Idelber Avelar
A nova blogosfera e o episódio com as feministas – Luis Nassif
“Socorro! Não sou machista, mas as feminazis mal-comidas estão me patrulhando” – Liberal Libertário Libertino – Alex Castro
Algumas reflexões sobre a “blogosfera progressista” – O Descurvo – Hugo Albuquerque
Sobre o debate Nassif, feminazis, Idelber e blogs progressistas – Conexão Brasília-Maranhão – Rogério Tomaz Jr.
Nassif pede desculpas às feministas de bom nível – Escreva Lola Escreva – Lola Aronovich
Feminismo não é partido! – O inferno de Dandi – Danilo R. Marques
Blogosfera progressista, feminismo e polêmicas – Conceição Oliveira – Vi o mundo
Como falar bobagens e ser publicado num blog famoso – Escreva Lola Escreva – Lola Aronovich
Feminazi: ignorância a serviço do conservadorismo – Cynthia Semíramis
A agressividade como ferramenta de auto-afirmação – Escreva Lola Escreva – Lola Aronovich


Escrito por Cris
20/12/2010 às 18:16
[vide link acima]


Amor?

Amor?
Resposta ao artigo publicado por L.F. Pondé no jornal Falha, digo, Folha de São Paulo.



**Clique no link e leia o texto!**
"Por fim, saiba: o amor, meu bem, só é possível entre seres humanos"

"Uma mulher qualquer, que até poderia ser um homem.
*Também assinam esse recado: Carlos Emilio, Marcos Faria, Paulo Rená, Srta. Bia"